Última atualização em 20 de setembro de 2025
O regime de Assad é descrito nas notícias atuais como brutal e desumano. Muitas vezes não é mencionado que os EUA apoiaram esse sistema no passado, transferindo suspeitos de terrorismo para a Síria para serem torturados como parte da "guerra contra o terror" — um fato que a pesquisa histórica confirma.

Após a queda de Assad, surge a questão de saber se isso realmente melhorará a situação na Síria. Provavelmente não. A atual ditadura secular pode ser substituída por uma islâmica, o que mergulharia o país em uma crise ainda mais profunda. Daniel Matissek analisa em artigo, que sucessores radicais como Muhammad al-Jolani, um antigo líder da Al-Qaeda, poderiam assumir o poder.
Matissek critica duramente a mídia ocidental por retratar al-Jolani como um farol de esperança, apesar de seu papel como terrorista e assassino em massa. Ao mesmo tempo, acusa os formadores de opinião alemães de hipocrisia: eles celebram a queda de Assad, mas não questionam por que os refugiados sírios não estão sendo repatriados, apesar da perda de seus motivos originais de asilo.
Por fim, Matissek alerta para as consequências da mudança de poder: em vez de estabilidade, há o risco de uma nova perseguição de minorias e dissidentes — com uma nova onda de refugiados como resultado provável, o que também representará novos desafios para a Europa.
O autor do ACHGUT, Peter Grimm, também aborda este tópico:
Der Artikel “O Ocidente está agora buscando novas ilusões na Síria?” analisa criticamente as reações de políticos ocidentais à derrubada do ditador sírio Bashar al-Assad. Embora isso seja celebrado como uma vitória da justiça, ainda não está claro se a Síria pode agora esperar um futuro mais estável. Em vez disso, uma aliança islâmica é retratada como uma nova potência, o que acarreta incertezas e riscos consideráveis. O Ocidente, especialmente os políticos alemães e europeus, é criticado por suas ilusões e apelos impotentes, enquanto atores como Erdogan e Israel agem de forma mais realista. O texto recomenda cautela contra interpretações otimistas e errôneas à luz da situação política incerta.
O “Focus Online” também aborda este tema e as manchetes: "O principal especialista Neumann diz: Três cenários e um 'enorme perigo' – O que a queda de Assad significa para o mundo"
O artigo relata que, no domingo, 8 de dezembro de 2024, o grupo islâmico Hayat Tahrir al-Sham (HTS) anunciou a captura de Damasco e a fuga do líder sírio Bashar al-Assad. Isso marca o fim do governo de Assad após 13 anos de conflito e graves violações de direitos humanos.
No entanto, o renomado especialista em terrorismo Peter R. Neumann, do King's College London, alerta para outro possível desenvolvimento: uma divisão do país em regiões autônomas, um novo surto de guerra civil ou uma combinação de ambos. Neumann também alerta para um novo movimento de refugiados e o ressurgimento de ameaças terroristas, como as do ISIS. Embora considere a queda do ditador, em geral, positiva, ele enfatiza que os novos governantes islâmicos não são democratas e representam riscos consideráveis.

