Última atualização em 20 de setembro de 2025

Abaixo, gostaria de fornecer um resumo detalhado de um ensaio extremamente legível e aprofundado do renomado cientista político John J. Mearsheimer. Mearsheimer, conhecido por seu trabalho na escola realista de relações internacionais, explora as principais causas geopolíticas do conflito em curso na Ucrânia em seu artigo "Quem Causou a Guerra da Ucrânia?". Sua análise se afasta de muitas narrativas comuns e oferece uma perspectiva alternativa sobre a escalada da violência.

Pontos principais do ensaio:

Mearsheimer argumenta que a Guerra da Ucrânia foi desencadeada principalmente pela expansão da OTAN para o leste e pela consequente interferência ocidental na Ucrânia. Ele vê o conflito não como uma agressão russa unilateral, mas sim como o resultado de anos de tensões entre o Ocidente e a Rússia, particularmente exacerbadas pelas políticas da OTAN e pelas tentativas de aproximar a Ucrânia do Ocidente.

1. A expansão da OTAN como principal causa: Mearsheimer enfatiza que a expansão da OTAN na década de 1990 e os esforços contínuos para integrar a Ucrânia ao sistema de alianças ocidentais foram percebidos como uma ameaça direta à Rússia. Para a Rússia, argumenta Mearsheimer, era inaceitável que um vizinho estrategicamente importante como a Ucrânia caísse na esfera de influência ocidental.

Mais informações pessoais sobre John J. Mearsheimer podem ser encontradas no seguinte link: https://de.wikipedia.org/wiki/John_J._Mearsheimer

2. Avisos ignorados: Muito antes da escalada, a Rússia deixou claro repetidamente que via a expansão da OTAN para suas fronteiras como uma ameaça existencial. Apesar desses avisos, o Ocidente continuou a apoiar os esforços de integração da Ucrânia, especialmente após a revolta de Maidan em 2014. Mearsheimer argumenta que o Ocidente ignorou amplamente os interesses de segurança russos, o que acabou levando a uma resposta militar.

3. Revolução de Maidan e suas consequências: Mearsheimer vê a Revolução de Maidan de 2014 como um ponto de inflexão. A derrubada do presidente pró-Rússia Viktor Yanukovych e a instalação de um governo pró-Ocidente levaram a Rússia a anexar a Crimeia e a apoiar movimentos separatistas no leste da Ucrânia. Para Mearsheimer, essa foi uma medida calculada para salvaguardar os interesses russos em um ambiente cada vez mais hostil.

4. Erro de cálculo ocidental: Mearsheimer deixa claro que o Ocidente subestimou a disposição da Rússia em responder militarmente. Ele explica que muitos tomadores de decisão ocidentais presumiram que a Rússia aceitaria a expansão da OTAN. No entanto, essa suposição se mostrou falsa. Pelo contrário, a escalada do conflito é a consequência lógica dos erros de cálculo ocidentais.

5. O papel dos Estados Unidos: Mearsheimer vê os Estados Unidos, em particular, como a força motriz por trás da expansão da OTAN e dos esforços para aproximar a Ucrânia do Ocidente. O governo americano, argumenta ele, arriscou deliberadamente um confronto com a Rússia ao pressionar pela expansão da OTAN e tratar a Ucrânia como um potencial aliado.

6. Negociações de paz e sua desesperança: Em relação a possíveis negociações de paz, Mearsheimer vê pouca esperança enquanto o Ocidente não estiver disposto a fazer concessões fundamentais. Ele argumenta que a Rússia só se absterá de novas ações militares se seus interesses de segurança forem levados a sério. Em sua opinião, isso incluiria a Ucrânia permanecer neutra e não se tornar parte da OTAN.

Conclusão: John J. Mearsheimer conclui que o Ocidente — especialmente os Estados Unidos e a OTAN — tem considerável responsabilidade pela eclosão da guerra na Ucrânia. Ele pede uma reavaliação das estratégias ocidentais para evitar uma nova escalada. Ele vê a única solução em um status neutro para a Ucrânia, o que atende tanto aos interesses do Ocidente quanto da Rússia. Caso contrário, alerta, o conflito pode se agravar ainda mais e trazer ainda mais sofrimento para a região.

Você pode ler o artigo completo no seguinte link: Qual foi a decisão da Ucrânia-Krieg? – John J. Mearsheimer