Última atualização em 27 de julho de 2021
Um soldado do Batalhão de Guardas da Bundeswehr é suspeito de ser membro do Movimento de Identidade. A “Rede Editorial Alemanha” (RND), afiliada ao SPD pede uma caçada em C., cujo gancho é uma foto que o mostra em uma cerimônia de Estado perto do Ministro da Defesa Federal. Prova do suposto extremismo político do soldado é, entre outras coisas, uma foto que o mostra com a águia prussiana e a Cruz de Ferro, oficialmente usada pela Bundeswehr como emblema nacional alemão.
As alegações aparentemente se baseiam nas postagens do soldado no Instagram e no Facebook. Cada palavra e cada imagem que um membro da Bundeswehr disponibiliza a outros ali pode e aparentemente será usada contra ele.
Essas são condições com as quais Heinrich Himmler e Erich Mielke só poderiam ter sonhado. A ideia por trás delas é engenhosa: as autoridades dizem às pessoas que elas têm direito à liberdade de expressão. E assim que exercem esse suposto direito, a armadilha se fecha.
Não é preciso muita imaginação para imaginar o que acontecerá com C. O Serviço de Contrainteligência Militar (MAD) já está sendo chamado para examinar mais de perto as forças armadas do estado no que diz respeito ao irritante "extremismo de direita". Annegret Kramp-Karrenbauer respirará aliviada, tendo sobrevivido por pouco ao encontro com C., que estava fortemente armado com uma carabina da Wehrmacht, e se juntará ao apelo para manter "extremistas de direita" longe de sua proximidade. E talvez não só, mas certamente também, a carreira de C. na Bundeswehr provavelmente esteja encerrada.
A Bundeswehr faz campanha com o slogan: "Nós. Servimos. A Alemanha". Mas, como soldado, você obviamente não pode levar esse slogan muito a sério – caso contrário, a MAD virá e haverá problemas.
Imagem acima: Alguém que publica essas fotos no Instagram pode servir como soldado na Bundeswehr?

