Última atualização em 11 de dezembro de 2019

Em nome do Serviço de Mídia para Integração, a Universidade Macromedia conduziu um estudo sobre reportagens da mídia alemã sobre atos violentos cometidos por estrangeiros. O estudo reclama que, em 2019, a origem do agressor foi mencionada em um em cada três boletins de ocorrência. Em 2017, isso ocorreu em apenas um em cada seis boletins. O gatilho para essa mudança foi a véspera de Ano Novo de 2015/16 em Colônia, observa Thomas Hestermann, professor de jornalismo e autor do estudo. Após os ataques, a mídia de massa perdeu credibilidade e ficou exposta à suspeita pública de ocultar ou banalizar os crimes cometidos por imigrantes.

Desde então, estrangeiros têm sido super-representados na cobertura da mídia alemã sobre crimes violentos. A imprensa e a televisão têm retratado crimes estrangeiros como um tópico dominante. Uma mudança no código de imprensa em 2017 é responsável por esse desenvolvimento negativo. Desde então, jornalistas têm permissão, de acordo com esse código, para mencionar as origens dos criminosos se houver um "interesse público justificado" para fazê-lo. Anteriormente, as origens só podiam ser mencionadas se a nacionalidade do perpetrador estivesse relacionada ao crime.

Hestermann considera essa mudança um "erro flagrante". Ele acrescenta que é reconfortante notar que muitos jornalistas ainda seguem as antigas regras.

Admirável mundo novo: mentiras se tornam verdades e verdades se tornam mentiras. O professor Hestermann não percebe a criminalidade imigrante como um problema, mas sim o fato de que ela não é mais ocultada de forma confiável. Porque, se a realidade rompe a imagem ideologicamente desejável do mundo, é necessário adaptar sua representação na mídia de massa às exigências ideológicas – em vez de, por exemplo, corrigir a ideologia, aparentemente acredita o pesquisador de mídia.

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Foto: Thomas Hestermann explica sua opinião sobre a televisão ZDF.