Última atualização em 15 de março de 2021
A "Lei para o Fortalecimento dos Princípios Republicanos" tem sido objeto de acalorado debate na França desde sua promulgação em outubro do ano passado. Em fevereiro, a lei, que visa fortalecer a "laicidade" — a forma de secularismo na França — e coibir o islamismo político, foi aprovada por ampla maioria no parlamento francês. Originalmente chamada de "Lei Contra o Separatismo", ela foi renomeada para "Lei para o Fortalecimento dos Princípios Republicanos". A palavra "islamismo" aparece intencionalmente no texto da lei.
Após o assassinato do professor Samuel Paty, o discurso de ódio online será punido com mais severidade, entre outras medidas. As escolas, em particular, desempenham um papel importante na lei, visto que muitas crianças de bairros socialmente desfavorecidos frequentam pregadores islâmicos em vez de escolas públicas. Para evitar isso, o ensino domiciliar deve ser a única exceção. Crianças com três anos ou mais devem frequentar escolas públicas reconhecidas. Símbolos religiosos, como o véu islâmico, são proibidos nas escolas e no serviço público. Funcionários públicos devem se comprometer com a neutralidade religiosa. Imãs devem ser treinados na França no futuro. O financiamento estrangeiro de organizações islâmicas deve ser monitorado mais de perto, e mesquitas ou associações religiosas podem ser fechadas mais rapidamente em caso de violações. Associações políticas muçulmanas e de esquerda temem que a lei possa restringir as liberdades religiosas e estigmatizar todos os muçulmanos como potenciais islâmicos.
